Os últimos meses com Chanyeol tem sido os melhores de toda a minha vida.
Eu realmente sempre pensei que ele nunca fosse aceitar o bebê, achei que no fim eu criaria Daehyun sozinho, mas Chanyeol tem se mostrado uma pessoa que eu realmente não esperava, me sinto feliz de ver, muito feliz para falar a verdade.
É como se agora tudo fosse finalmente se encaixar.
— Seu irmão já vai chegar, no que está pensando? – perguntou enquanto me abraçava por trás, beijando meus ombros.
— Na verdade eu estava pensando em você e nosso bebê. – disse desligando o fogo e virando de frente para ele – Eu estava pensando em que nosso bebê está quase nascendo e eu estou muito feliz de estar aqui com você! – dei alguns selinhos em seus lábios, mas Chanyeol não sabia o que era apenas dar selinhos.
Senti suas mãos em minhas coxas, e em poucos segundos eu estava sobre a mesa da cozinha com ele beijando meu pescoço, passando a mão no meu corpo de forma desesperada, mesmo que eu fizesse um boquete vez ou outra, Chanyeol parecia sempre sedento por sexo. E não o culparia, sempre houve aquela aura s****l gigante entre nós, que nos levava a cama por horas, sempre sem conseguir parar e atualmente não estava podendo fazer tudo que ele queria e precisava e ele não falava nada e nem cobrava, afinal ele sabia que era um dos motivos do que aconteceu.
— Eles vão chegar, a gente tem que parar. — praticamente gemi em seu ouvido, sem forças para afastar suas mãos de mim.
— Baekhyun, faz meses que a gente não transa, eu queria tanto... — praticamente suplicou, sussurrando em meu ouvido.
— Mas eu não posso, meu amor, agora falta pouco tempo e ahn... – gemi quando ele chupou meu mamilo.
— Que pouca vergonha, depois somos nós né. – disse Luhan, rindo ao entrar na cozinha, e sobre isso era uma história engraçada, já o que eles estavam passando uns dias em nossa casa e nessas duas semanas pegamos eles transando umas quinze vezes no sofá da sala, complicado. – A gente vai comer nessa mesa, não transem nela.
— O Chanyeol que está desesperado como sempre, eu não tenho nada a ver com isso. – disse ajeitando minha blusa (essa que era parte do abrigo a cor de rosa, assim como a blusa, um dos presentes que Chanyeol me deu no shopping), ao descer da mesa — Meu irmão já vai chegar, ai podemos comer. — disse a Luhan, que estava olhando as panelas.
E não muito depois ouvimos a campainha tocar.
— Tio, sua barriga tá gigante. – comentou Nana entrando na casa correndo e indo até Chanyeol, o abraçando pelas pernas.
— Nana! Que falta de respeito, entrar na casa dos outros desse jeito, vem aqui, filha... – disse Jongin bravo entrando também, me fazendo rir.
— Tudo bem, Baek? – perguntou Kyungsoo, que estava um tanto apreensivo, na verdade ele estava assim a muito tempo. Logo em seguida ele me abraçou.
— Tudo. Aconteceu alguma coisa Kyung? Você tem estado tão estranho, se eu puder ajudar...
— Não... Quer dizer... Na verdade sim, mas não queria falar sobre isso, vamos almoçar.
O almoço correu calmo, entre brincadeiras de Luhan e Nana enquanto nós, "adultos", conversávamos sobre trabalho e escola. Mas Kyungsoo ainda estava me deixando apreensivo, e isso só foi passar depois que eu já havia tirado os pratos da mesa para que pudéssemos comer a sobremesa.
— Eu queria dizer uma coisa, mas não queria estragar o almoço de família. – começou Kyungsoo mordendo os lábios – Mas é melhor eu falar antes que vocês me perguntem, e devo dizer que é tudo culpa de Jongin, afinal se ele não passasse tanto tempo longe isso não teria acontecido.
— Você traiu meu irmão? – perguntei boquiaberto, como ele pode fazer isso? Kyungsoo era meu exemplo de vida.
— Que? Claro que não, a gente esqueceu a camisinha!
— O que é camisinha papai? – perguntou Hanna confusa, sentando no colo de Jongin para comer seu pedaço de bolo.
— É uma camisa muito pequena, como as suas filha, e esquecer de usar elas significa...
— Que eu terei outro sobrinho! – disse animado! – KYUNGSOO, ISSO ME DEIXA MUITO FELIZ POR VOCÊS E AHHH... – gemi de dor no final da frase.
— Baekhyun... Você está bem? – Chanyeol me perguntou com uma sobrancelha arqueada, e eu não sabia se ria ou se chorava.
— Daehyun ficou feliz com a notícia também, Soo, ele quer ver de pertinho ahhh... — tentei fazer piada. EU tinha achado que as cólicas que estava sentindo era vontade de ir ao banheiro ou ansiedade, mas aparentemente já estava na hora do meu bebê nascer e eu não havia percebido.
— Então ele... – Kyungsoo perguntou um tanto sem reação, assim como Chanyeol também estava, apenas olhando para minha cara.
— Vai nascer urgh, ele está nascendo!
Depois disso eu só ouvi gritos e risadas enquanto Chanyeol ia até nosso quarto – eu adoro dizer nosso quarto – e pegava a mala de Daehyun.
Entramos rapidamente em seu carro e fomos para o hospital, atrás de nos um carro e uma moto, afinal, era o nascimento de um bebê tão esperado e que passamos poucas e boas para a sua chegada.
Me levaram para uma sala enquanto Chanyeol vestia uma roupa hospitalar.
A dor era insuportável, mas era última coisa que estava me importando naqueles segundo finais, ver o rostinho do meu bebê, o sentir em meus braços era tudo que eu mais queria naquele momento.
As lágrimas escorriam por meu rosto e eu achei que elas se tornariam um oceano quando eu ouvi o chorinho invadir a sala as enfermeira me deram o bebê chorão ainda sujinho, e eu nunca vi algo tão lindo na minha vida quanto a vida que carreguei em meu ventre e agora estava em meus braços, o fruto de uma inconsequência que me trouxe muito mais felicidades do que tristezas. Se eu for jogar na balança agora tudo que eu vivi desde a descoberta da minha gravidez, as alegrias vão perdurar por anos a fio enquanto as minhas tristezas já passaram principalmente quando vi seus olhinhos focados em mim enquanto ele mexia a boquinha da forma mais fofa que já vi em toda a minha vida.
As enfermeiras o levaram para o berçário e os médicos costuraram minha barriga.
Chanyeol não falou nada, mas eu pude ver as lágrimas em seus olhos e o beijo que ele depositou em meus lábios foi o suficiente para eu saber dos seus sentimentos; era o nosso filho ali. A pessoinha que estávamos esperando todos aqueles meses ansiosamente.
Demorou algumas horas para que eu já não estivesse mais sonolento e estivesse em meu quarto, e se eu achava que minhas alegrias de novas experiências tinham acabado naquele dia, eu estava bem enganado.
— Omma, seu bebê está com fome, você precisa alimenta-lo. – disse a enfermeira trazendo o bebê, eu o peguei no colo o vendo fungar e chorar, mas assim que o coloquei em meu peito ele parou, sugando com toda a sua força.
— Ele é a coisa mais linda do mundo. – disse Chanyeol sentando na cama ao meu lado e beijando minha testa, olhando o bebê mamar, assim como eu olhava, com os olhos fixos, não querendo perder nenhum detalhe daquele momento – Baekkie, lembra que eu te pedi em casamento e disse que queria ama-lo como você ama? Se esse sentimento de ter o coração disparado, de achar que ele é a coisa mais lindo do mundo, que não saberia viver sem a sua existência, de sentir que um pedaço de mim está em seus braços é amá-lo da sua forma, eu acho que o amo, e muito.
As palavras de Chanyeol fizeram novas lágrimas se fazerem presentes em meu rosto. E eu podia dizer até que gostava daquilo. Não eram meus hormônios, não era a minha vida de cabeça para baixo que estava me fazendo chorar. Era a mais pura alegria.
— Eu fico tão feliz Chanyeol, de ter o nosso bebê nos braços, de estar com você e... De finalmente tudo estar em seu lugar, eu te amo! — disse e ele selou seus lábios aos meus, logo depois voltamos a olhar fixos para o bebê já quase adormecido em meus braços.
E nada no mundo poderia se comparar a aquilo. Nada no mundo se comparada a tremenda felicidade que eu estava sentindo.