Camila Narrando Depois do almoço com o Tártaro, senti meu estômago revirar. Não pelo que comi, mas pela presença dele, que sempre mexi comigo de um jeito que eu não consigo entender. Assim que terminamos, ele me disse que tinha que resolver algumas coisas. Eu, sem nada para fazer, fui para o quarto. Tártaro ainda me ameaçou. Assim que me deitei na cama, o perfume dele, impregnado no travesseiro, invadiu minhas narinas, e, antes que eu percebesse, acabei pegando no sono. Não sei por quanto tempo dormi, mas acordei com uma sensação estranha, um aperto no peito que eu não conseguia explicar. Angústia, talvez? Era como se algo estivesse prestes a acontecer. Me levantei devagar e fui até a porta do quarto. Assim que a abri, dei de cara com o Tártaro. Ele estava parado ali, me olhando com aqu

