Cecília Narrando Eu ainda não consigo acreditar que esse pesadelo finalmente acabou. Eu estava com o coração apertado, pensando que talvez Camila nunca mais abrisse os olhos, essa dor era insuportável. Mas hoje ela acordou. Quando me viu a primeira coisa que ela fez foi sorrir pra mim. Aquele sorriso que eu achei que iria demorar para ver. Ela parecia tão tranquila, tão bem. Como se todas as horas dormindo fosse apenas um cochilo longo demais. — Cecília, vem cá! — ela me chamou com a voz fraca, mas firme, e quando me aproximei, me puxou para um abraço apertado. Eu já estava com saudades desse abraço materno. Tive medo de apertar demais, de machucá-la, mas ela me segurou como se nunca fosse me soltar. — Estou tão feliz que você está aqui, Cami. Você não faz ideia — falei com a voz meio

