Camila Narrando Ele com a pistola na minha cabeça. Vou morrer, vou morrer por ter dito a verdade. Eu não conseguiria ter paz escondendo a verdade dele. — Atira, Otávio, atira, mas saiba que morrerei leve e feliz — falei olhando nos olhos dele. — Pra cima de mim, bandida, tu tá feliz, agora? — ele perguntou, apertando um pouco mais o meu pescoço. — Eu estou feliz por ter te conhecido de verdade. Por ter conhecido o Otávio, não o Tártaro — disse a última fala já me arrastando, sem forças. Otávio soltou meu pescoço de uma vez, mas antes que eu pudesse sentir o chão, ele pressionou seu corpo contra o meu, me prendendo ali, sem espaço para fuga. Eu puxava o fôlego como se tivesse acabado de emergir debaixo d’água, o ar rasgando minha garganta. Ele se aproximou mais, tão perto que podia se

