Ricardo Medeiros Ouvi batidas na porta, olhei para o relógio e eram 14h. Tinha dormido bastante. Me levantei rápido e senti a perna fisgar, o ferimento recente me incomodava. A pessoa do outro lado da porta insistia na batida. — Calma, já vou! — falei para que a pessoa parasse de bater. Eu precisava por um calção, não atenderia a porta nu. — Boa tarde, senhor! — Bertha me cumprimentou assim que abri a porta. — Boa tarde! — retribui. — É a senhorita Monique ao telefone, ela está furiosa. Ligou a manhã inteira atrás do senhor. Não lhe acordei antes, porque vi a hora que chegou. Mas agora ela até ameaçou mandar o seu pai me despedir. — Fique tranquila, Bertha. Irei atender a Monique agora mesmo. Bertha saiu, mas não antes de eu pedir a ela que trouxesse meu almoço para o quarto e eu p

