Victória Siqueira Janete fugia, me fazendo questionar o que se passava naquela cabeça oca. Já dizia o ditado: galinhä de casa não se corre atrás. Não importava o quanto ela se escondesse, em algum momento estaríamos frente a frente. O tal momento não demorou a acontecer, Sirley tinha ido buscá-la. Eu estava colocando o cílio postiço no segundo olho, quando ele adentrou o camarim praticamente a obrigando a entrar. — Anda, sirigaita — ele empurrou as costas de Janete com a mão — Não adianta se esconder. — Aí, Sirley! Está me machucando. — É para machucar mesmo! Você acha que empurro para fazer carinho, fofa? Eu até parei de pôr o cílio para olhar para a sirigaita. Virei a cadeira para frente e, com a expressão fechada, aguardei a dissimuladä a minha frente se explicar. — Então, houve u

