O quarto na clínica não tinha grades, mas para Maria, as paredes de um branco asséptico eram feitas de ferro fundido. Ela estava encolhida no canto da cama, os joelhos puxados contra o peito que agora parecia estreito demais para conter o coração que batia em um ritmo de desespero. O peso que perdera nas últimas semanas não era apenas físico; era como se sua própria substância, sua humanidade e seu direito de existir estivessem sendo devorados pelo inquilino sombrio que morava em sua mente. Ela não era mais Maria; era um resto, uma sobra de carne e culpa que o mundo esqueceu de recolher. A mente de Maria não era um fluxo de pensamentos; era um looping de fios farpados que se apertavam a cada segundo. Cada vez que ela tentava respirar, o ar condicionado da clínica parecia transportar partí
Baixe digitalizando o código QR para ler incontáveis histórias gratuitamente e livros atualizados diariamente


