Três dias depois, eu entrei no abrigo de cães. Bastou um segundo para o cheiro familiar, o som dos latidos e o calor do lugar me atingirem — e antes que eu pudesse pensar, já estava correndo. — Maeve! — Me lancei nos braços dela, e ela me segurou forte, só o suficiente para me fazer sentir segura por um instante, antes de me afastar e segurar meus ombros. — Deixe-me ver você — disse ela, sorrindo. Mas o sorriso desapareceu pouco a pouco enquanto me examinava de cima a baixo. — Querida… você está bem? Meu lábio inferior tremeu. Eu tentei resistir, tentei sorrir, mas as lágrimas vieram mesmo assim. Balancei a cabeça, sem voz, e voltei a abraçá-la, apertando-a com força. — Oh, querida… — ela murmurou, acariciando minhas costas, num gesto tão simples e tão humano que me desmontou por dent

