Em Londres, 13:30 P.M. Hoje, faz exatamente uma semana que a Rebeca está fugindo de mim. Toda vez que tento me aproximar, ela cora de vergonha, dá uma desculpa e sai correndo. Suspiro, todas às vezes em que recordo do nosso pequeno momento íntimo. Com as mãos no bolso e passos rápidos, me aproximo da grande janela de vidro do refeitório da fábrica, de longe a observo, almoçar com as amigas. Desde que começamos a namorar, nunca ultrapassei os limites. Sempre esperei que ela desse o primeiro passo, assim, teria a certeza de que não ficaria com medo ou assustada ao ser tocada. Alguns traumas podem deixar marcas gravíssimas. No início, ela não permitia que eu me aproximasse, se encolhia, baixava a cabeça e saía correndo. No entanto, consegui conquistar sua confiança gradualmente. Foi di

