Dois meses depois. Estávamos ansiosos pelo casamento do tio Charles com a Adriana, a inauguração do restaurante e a nova loja da Gleide. Eu estava morrendo de saudades das minhas amigas. Quando desci do jatinho com o Lucca nos braços, a primeira pessoa que vi foi o MIB. Estreitei os olhos, encarando bem a cara desse sem-vergonha. — Você está mantendo a minha irmã em cárcere privado? Porque nunca mais a vi desde que se casou com você. Lauro — Bom dia, senhora. Como vai? — Não me venha com esse “bom dia, senhora, como vai”. Sem formalidades. Eu sou sua cunhada, Lauro! Cadê o meu sobrinho? Minha irmã não quis mais dar as caras no Brasil e fiquei impossibilitada de paparicar a minha coisa gostosa! Ele riu e negou com a cabeça. Lauro — Ainda continua sendo a esposa do meu chefe, senhora.

