[...] Minutos depois, quando pousamos na ilha e as portas se abriram, fomos recebidos por um grupo de árabes em festa, cantando e dançando. O som vinha forte e envolvente dos derbakes (darbukas) marcando o ritmo, acompanhados pelo riq, pelo bendir e pelo daf, enquanto o nay soprava notas longas e melancólicas. Ao fundo, o oud e o qanun davam profundidade à melodia, com o violino oriental tudo em perfeita harmonia. Algumas dançarinas marcavam o compasso com sagat, os pequenos címbalos presos aos dedos. A música que ecoava era de Khaled El Arbi, um sucesso entre 1999 e 2000. Havia também algumas dançarinas executando a dança do ventre. Apenas os homens participavam, enquanto as mulheres observavam. Estreitei os olhos. Estávamos no resort do meu marido e, mesmo sendo um país muçulmano, el

