[...] Minha mulher apertava a minha mão com força. Eu estava emocionado e apreensivo, ainda que não demonstrasse. Já fazia mais de uma hora que estávamos na sala de parto, e, durante todo aquele tempo, permaneci oferecendo o conforto e a segurança que ela precisava, mesmo com o coração em desalinho dentro do peito. Itana — Mais um pouco, vá. Você consegue. Seu filho está vindo… eita, mamãe! A médica gritou. Ela é a esposa do cunhado de Vinícius. David, o médico que havia sido chantageado pela minha mulher a prescrever o medicamento que quase nos levou ao coma. Neguei com a cabeça ao lembrar disso. Foi só algum tempo depois que ela me contou tudo. — Criatura, presepeiro. Saia logo daí antes que eu mesma te puxe. Já vi que você vai ser igual ao seu pai. Franzi a testa, sem compreender

