Dois anos depois... Tiro o blazer e deixo em qualquer canto. Estou indo buscar as crianças no colégio. E, francamente, estou de saco cheio. Não existe um dia de paz. Ser pai de menina é um desafio diário. Sempre há um novo amiguinho, um trabalho de escola hoje, uma pesquisa amanhã. Suspiro, irritado. Às vezes penso em mandá-las para um colégio interno na Inglaterra. Só que, claro, eu não suportaria viver sem minhas filhas por perto. Resmungo, impaciente. O celular vibra, e não preciso nem olhar para saber que é minha mulher. Enquanto o carro está parado no sinal, pego o telefone e leio a mensagem: “Heloíse foi convidada para um aniversário, é à fantasia. Já leva ela para comprar ou alugar. Ela escolheu a Mulher-Gato.” Meus olhos se arregalam. Ela mandou emojis chorando de rir, como se

