Henry: Quando saí da biblioteca, fui atraído pela voz doce da Gabrielle cantando: "E tem eu, a emocionada Que planeja a vida na primeira cantada Que sente saudade de uma ficada Iludida não, palhaça..." Ela cantava enquanto terminava de fazer um sanduíche. Encostei-me no batente da porta e fiquei admirando-a. Ela olhou para cima e se assustou. Gabrielle — Ai, que susto, criatura. Contive o riso. — Aprontou alguma coisa para estar se assustando à toa, prima? Ela revirou os olhos e rebateu, com aquela cara dela: Gabrielle — Eu vivo em cárcere privado, meus pais nem me dão espaço pra nada. Já levou a bronca? Minha mãe ia te dar uma surra daquelas. Soltei um meio sorriso anasalado. — Estamos saindo daqui a pouco. Você quer ir? Ela parou o que estava fazendo, completamente surpres

