[...] Respirei fundo, abraçando minha Jovânna, que desabou. Ela tentou ser forte… Mas não conseguiu. Já estamos no Brasil.O corpo está sendo velado no memorial que pertence ao pai da Rebeca. As crianças não estão aqui. Ficaram com Manuela e minha sogra. Não é ambiente para elas. Helena também não veio. O irmão dela está inconsolável. Foi o único, a quem foi permitida a permanência. Alguns parentes apareceram… primos, tias. Gente que nunca se importou. Até o pai, aquele pedaço de merda, veio. Mas não passou da porta. Adriano não permitiu. Os meninos não saíram do lado dele. Ficaram o tempo inteiro com o amigo. Henry, então… Permaneceu praticamente colado a ele, sustentando-o em silêncio. Desde que o corpo chegou, Adriano não saiu de perto do caixão. O irmão da garota também não.

