Laura Narrando Eu sei que não vai dá pra esquecer a primeira vez que eu pisei no Turano pra curtir um baile de verdade. Não de passagem. Não de visita. Mas pra ficar. Pra viver a energia. Pra sentir o som vibrando no peito, o grave entrando pelos ossos, a fumaça do churrasquinho misturada com o cheiro de perfume caro e suor de pista. Era diferente de tudo que eu já tinha vivido. É cru. É real. É favela pulsando no ritmo mais puro. E o mais doido é que, mesmo com o coração apertado pela ausência da Luísa, eu e a Yasmin decidimos que íamos aproveitar. Porque, se ela estivesse ali, era exatamente isso que ela ia mandar a gente fazer. Desde pequenas sempre foi assim. A felicidade de uma era a felicidade das outras. Mesmo quando doía. Mesmo quando a saudade apertava. Mesmo quando o peito tava

