Magnata Narrando Os cria se entreolharam. O clima pesou. Mas passou. O tempo passou. Final de expediente. Troca de plantão acontecendo, movimento diminuindo. Os caras da noite chegando, os do dia indo embora. Valente levantou, pegou a chave do bolso. — Tá na hora… — ele falou. — Tu vai colar na resenha lá na Mangueira? Dei de ombros. — Não sei… talvez eu dê um pulo na praia. — respondi, já pegando minhas coisas. Ele me olhou, rindo de canto. — Tu e essa mania de praia… Peguei a chave da moto. — Sempre fui assim. Desde os 16. — falei, já indo em direção à porta. Ele cruzou os braços. — Tem certeza que é por isso… ou é por causa de alguém que tu conheceu lá? Parei. Olhei pra ele. — "Esse filho da püta sabe demais" — pensei, mas não falei nada. — Vai se føder. — soltei, vira

