Luisa Narrando Ele foi entrando devagar. Me segurando firme. E eu? Eu me sentia flutuar. Não era só a água. Era ele. O cuidado dele. A forma como ele me segurava como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo. Ele perguntou do Jonas. Respondi que era amigo de infância. Ele riu, disse que amigo não beija na boca. Eu rebati, falei que ele era um desconhecido fuçando minha vida. E aí ele me beijou. Na boca. Ou melhor, no canto da boca. Foi rápido. Um segundo. Mas eu senti. Senti tudo. Ele me olhou. Perto. Muito perto. — Você é linda. — ele falou. E mergulhou. A água fechou em cima da gente. O mundo sumiu. Só existia ele. Meus braços em volta do pescoço dele. O corpo dele colado no meu. A sensação de estar viva. Quando a gente subiu, eu tava agarrada nele. Ele segurou firme. — Ca

