Sil narrando Acordei de manhã sentindo os braços do Talibã ao redor da minha cintura. Fiquei ali alguns segundos, só sentindo o calor do corpo dele encostado no meu, como se aquele aconchego fosse o suficiente pra me proteger do mundo inteiro. Me levantei devagar pra não acordá-lo e fui até o banheiro. Quando voltei, ele já estava sentado na cama, mexendo no celular. Só pelo olhar dele, eu já sabia que ele não ia ficar em casa — ele não consegue. Mesmo se dizendo cansado, mesmo depois da cirurgia, ele sempre arruma um jeito de se enfiar na correria da boca. — Você sabe que a cirurgia ainda está bastante recente, então, por favor, vê se não abusa. Leva os medicamentos, que na hora de tomá-los eu te ligo — falei tentando manter o tom calmo, mas preocupada. — Pode deixar, minha vida. Não

