Pesadelo narrando Assim que a porta se abriu e todo mundo gritou “SURPRESA!”, por alguns segundos eu só fiquei parado. O barulho, as luzes, os balões, a piscina iluminada… tudo de uma vez. E no meio daquilo tudo, a Allana caminhando na minha direção com uma sacola na mão e um sorriso que só ela tem. Sem dizer nada, ela parou na minha frente e me deu um beijo na boca. Calmo, firme e sincero. — Espero que você não se importe com a festa — ela falou, ainda perto, os olhos nos meus. — A gente só queria demonstrar o quanto todos nós te amamos e nos importamos com você. Celebrar a sua vida é a mesma coisa que agradecer a Deus por ainda tê-lo aqui. Naquele momento, eu tentei buscar uma resposta. Qualquer uma. Mas a verdade é que fiquei sem palavras. Só consegui balançar a cabeça, confirmando

