CAPÍTULO 1.

1519 Palavras
ANTES mansão Beaumont. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ OUVIU-SE o titilar das xícaras sendo postas sobre o pires, as duas mulheres comentava afoitas sobre alguma coisa de moda enquanto liam a revista. — Fiorella tem tido ótimas notas, felizmente. Achei que teria mais uma preocupação com ela este ano. — a outra riu, debochando da amiga. Com o dedo mindinho levemente em pé, pegou a xícara e de um gole, tomou o líquido de dentro dela. — Por deus, Ilda. Ela é só uma criança, não seja tão dura com ela. Está na idade de aproveitar. — Eu a deixo aproveitar. — Ilda disse por fim, ajeitando os óculos escuros em seu rosto. — desde que cumpra com suas obrigações. — Margarida, querida. — Pois não, dona Catarina? — Pode nos servir o almoço, sim? — Claro, senhora. Com licença. Margarida, como era chamada, era empregada dos Beaumont a muito tempo para se lembrar, fazia seu trabalho maravilhosamente bem, os Beau não tinham do que reclamar. Com ajuda dos outros empregados, ela tratou de arrumar a mesa na área externa, perto da piscina da casa. O filho de Dona Catarina brincava animadamente na água com Fiorella, que era a filha única de Ilda. Benny também era filho único e coincidentemente, único herdeiro de todo império Beaumont. — Apresse-se com isso, Morgana. — Margarida apareceu na cozinha, agilizando sua filha para que terminasse logo com a salada. Morgana, como a mãe tinha chamado, era filha única de Margarida e tinha apenas 1 5 anos, mas ajudava a mãe com o que podia na mansão Beaumont desde os 1 4. Notando que a saúde de sua mãe estava se deteriorando e não suportando mais ficar perto do seu pai para estudar, resolveu sair da escola e viver com a mãe na mansão dos Beau para ajudá-la, e ajudar a si mesma. — Acabei. — disse entregando a travessa com salada de alface, tomate cereja e queijos finos para decorar. Sorrindo satisfatoriamente, Margarida pegou a travessa. — posso ir lá fora, mamãe? — Você almoçou? — ela assentiu rapidamente. — fique longe da área da piscina, os patrões vão almoçar agora. — Ok. — Morgana preparava-se para sair quando sua mãe a segurou pelo braço, forçando-a a olhar para a mesma. — Fique longe de Benny, Morgana, não quero problemas para você, tampouco para mim. — Só vou pintar no jardim, mamãe. — disse simples, mas no fundo, estava decepcionada. — não se preocupe. Retirando o avental e limpando a barra do vestido, Morg andou apressadamente até o quarto nos fundos da cozinha, pegou a mochila e rumou até o jardim, sentando-se teimosamente perto da área da piscina, mas distante o suficiente para sua mãe não notar. Morgana adorava pintar desde que era pequena, seu sonho era se tornar uma artista famosa, ver as pessoas fazendo fila para assistir uma exposição de quadros exclusivamente criados por ela, conhecer Paris e morar por lá. Se ela pudesse, coloria o mundo com todas as cores que conhecia e as que não conhecia. Ela sentou-se sobre a grama fresquinha e começou a terminar o desenho que começara no dia anterior: um retrato mais do que realista da mansão Beau, com três crianças correndo pela frente da propriedade. Morgana suspirou e olhou para o quadro. — Isso é novo. — a voz travessa tão conhecida por ela disse, tomando toda a sua atenção. Imediatamente Morgana virou para trás pra encarar os olhos verdes que ela tanto gostava. Benny Beaumont a encarava na mesma intensidade. — e muito bonito. Ela corou violentamente. Ainda não sabia como lidar com os elogios de Benny. O garoto era pouco mais velho que ela, tinham apenas um ano de diferença, mas eram bons amigos e Benny adorava os desenhos que Morgana fazia. — Ainda nem acabei... — disse de forma tímida, voltando sua atenção para o papel a frente. Embaixo dele havia outro desenho, um que ela jamais o deixou ver, era um retrato fiel de Benny e ela. Uma lembrança que ela tinha dos dois e achou que seria uma boa ideia eternizar a lembrança num papel. Não era o primeiro desenho que ela fazia de benny e não seria o último, com gosto e satisfação, Benny fazia questão de guardar cada um deles. Este, no entanto, ele nunca tinha visto. — Tem algo para mim? — ele perguntou curioso, tentando olhar por debaixo dos papéis. — vamos, Morg, você sabe que não precisa esconder nada. Suspirando ansiosa, ela retirou o desenho cuidadosamente da pasta e o entregou ao rapaz, não o encarando diretamente nos olhos. — é uma bobagem... O fiz faz alguns dias. — É lindo. — ele disse sem tirar os olhos do papel. — Está r**m, eu sei, mas achei que você... O que disse? — arregalou levemente seus olhos, não estava acostumada em ter alguém achando seus rabiscos bonitos. — Eu disse que está lindo. — o rapaz se aproximou, tocando-lhe a bochecha, delicadamente, ele beijou-a, se controlando para não beija-la nos lábios. — tudo o que você faz é lindo. Morgana segurou a mão de benny que estava posta sobre a bochecha e deu um sorrisinho tímido. Imediatamente ouviu-se a voz esganiçada de Fiorella chamando por ele. O rapaz tratou de esconder o desenho e chamou a atenção da amiga para onde estava. Imediatamente, ela veio correndo. — Achei você! — disse tomando fôlego, ela notou Morgana bem ao lado e os encarou com uma feição curiosa, no fundo, enciumada. — que fazem aqui? — Morgana estava pintando e eu vim ver o que. — ela se aproximou e sentou-se exageradamente perto de Benny. — Pintando o que? — ela perguntou, curvando-se sobre Benny para tentar olhar o que tinha no papel nas mãos dela. — Bem, é só uma bobagem... — disse mostrando para a amiga o desenho que havia feito dos três. — é uma bobagem mesmo. — Fiorella disse pegando o desenho, e notando o olhar severo que Benny lhe lançou, tratou de se redimir rapidamente. — mas muito bonito, Morg! — Não é uma bobagem coisa nenhuma! — benny saiu em defesa dela e encarou friamente o rosto de Fiorella. Ele voltou sua atenção para Morgana. — Fiorella só diz isso porque não sabe desenhar. — Mas eu sei desenhar! — protestou rapidamente cruzando os braços sobre seu peito. — e muito bem, aliás. — Morgana. — ela se assustou ao ouvir a voz da mãe e virou imediatamente na direção de onde vinha. Rapidamente Morgana se levantou e caminhou até ela. — O que eu disse a você? Venha, já para dentro! Fiorella e Benny ainda discutiam quando Morgana pegou suas coisas e começara a andar em direção a pequena casa ao qual morava com sua mãe. Benny correu para acompanha-la e segurou-a carinhosamente pelo braço. — Não queria causar problemas. — disse olhando para algo atrás dela, provavelmente sua mãe. — escute, me encontre hoje perto da escada as onze, ok? Não certa de que deveria fazer aquilo, Morgana assentiu encarando o amigo e caminhou apressadamente até sua casa. Era quase onze horas quando ela se levantou, trajada no típico pijama cor de rosa, pegou seu casaco e devagar saiu da casa sem fazer barulho. Morgana passou pela cozinha vazia e encontrou o amigo parado na ponta da escada. Ele fez sinal para que ela ficasse quieta e acenou para que o acompanhasse. Os dois subiram as escadas em silêncio e chegaram a uma porta no final de um dos milhares de corredores da luxuosa mansão. — Ben... — Morgana sussurrou, segurando-o pelo braço, mas se calou no instante em que viu o que tinha dentro da sala. Tratava-se de uma enorme ateliê com telas, tintas e vários quadros, no meio deles, quadros de artistas famosos. Morgana estava boquiaberta quando Benny parou ao seu lado, sorrindo ao notar a expressão no rosto da amiga. — Você vai ficar de boca aberta ou vai me agradecer também? — O que é isso? — perguntou extremamente maravilhada. — Minha avó adorava pintar, ela deixou esse ateliê quando morreu. — Benny se afastou o suficiente para que Morgana reparasse no que estava vestido, na verdade, o garoto usava apenas um roupão. — e eu tenho um pedido. — Qual? — Morgana ainda olhava ao redor, antes de voltar a atenção para seu amigo. — Quero que você me pinte. — ele se aproximou e tocou-lhe delicadamente a bochecha. Morgana ficou na ponta dos pés, pronta para beija-lo e aquilo o pegou de surpresa. Benny se aproximou devagar, tomando os lábios dela para si e o beijou da forma mais doce que podia. Morgana se aproximou mais dele, colando seus corpos. — O farei com o maior prazer. — respondeu olhando diretamente para ele. Benny grudou o corpo dela na porta e desceu a alça da blusa do pijama, beijando cada parte do seu pescoço. Morgana arfou e gemeu, consentindo para que ele pudesse toca-la. Pinta-lo não seria a única coisa que ela faria com o maior prazer, no final. .
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