— Que bom que você está tendo um momento de lucidez. — Caminho para trás, tentando manter a distância entre nós, mas Theresa continua se aproximando. — Vamos embora agora e talvez eu concorde em não denunciar você por agressão! Theresa olha por sobre o meu ombro e sorri, um sorriso que não alcança os olhos. Por um lampejo, imito seu gesto e viro a cabeça, e solto um grito ao constatar que estou muito perto do precipício. Estanco de repente e olho para baixo. Mais três passos para trás e seria meu fim. E Theresa não pensava em me avisar. Sinto o sangue gelar nas veias: estou encurralada. Tenho consciência de que a cena que se desenrola não acabará bem. Theresa enviou a mensagem consciente do que faria quando me encontrasse, veio decidida a me destruir. Não vai parar até se sentir saciada em

