Umedeço os lábios com a língua e engulo em seco. — A proposta que você fez ao meu pai... ainda está de pé? Ele congela. Seus olhos estão arregalados até o limite e sua respiração está suspensa. Quando processa minhas palavras e conclui que realmente fiz essa pergunta, abre um sorriso sincero e deixa o corpo relaxar. — Mas é claro, Sara! — Segura meu rosto entre as mãos. — Você aceita, então? Aceita se casar comigo? — Por quatro anos? Ele dá de ombros. — A não ser que, depois disso, você queira continuar... — Mil quatrocentos e sessenta e um dias — interrompo. Ele sorri. — Nem um minuto a mais, se você não quiser. Respiro fundo e penso em Theo. A dor em meu peito pulsa, dolorida. — Eu aceito. THEO Coloco a minha última bagagem no iate. Olho para o céu e respiro fundo. Está um belo dia, c

