Sara estende a mão em minha direção, num movimento lento e gracioso. Meus músculos tensionam-se instintivamente, receosos com o poder de atração que ela parece exercer sobre mim. Minha vontade é de me aproximar e tomá-la nos braços de uma vez, mas basta fechar os olhos e me lembrar do prêmio final para encontrar forças e me manter no lugar. — Vista-se, Sara. — Pego um roupão e jogo-o sobre ela, cobrindo a imagem tentadora. — Nós precisamos conversar. Caminho para o lado contrário, me aproximando da grade do iate. Escuto Sara levantar e parar às minhas costas, os passos firmes revelando sua irritação. — Você não pode me tratar assim! — Permaneço estático. Sei que essa atitude aumentará sua ira, e é exatamente esse meu objetivo. — Theo! O grito estridente ecoa pelo deck e se perde n

