Vincenzo estava em seu escritório, os olhos fixos em um ponto indefinido da parede oposta. O ambiente, normalmente um refúgio de controle e ordem, parecia apertar-se ao seu redor, tornando cada movimento e pensamento um esforço consciente. Nunca havia imaginado para si mesmo o papel de marido; era um destino que lhe parecia tão distante quanto improvável. O som da porta se abrindo o fez erguer a cabeça. Era seu pai, Dom Santino, cuja presença imponente preenchia o ambiente com uma autoridade quase palpável. Santino entrou com um olhar que misturava apreensão e determinação, como se estivesse preparando Vincenzo para enfrentar uma realidade inevitável. — Você está pronto para o que vem pela frente? — a voz de Dom Santino era firme, mas carregava um subtexto de preocupação que não passava

