Ambra entrou na sala com passos firmes, seu coração batia forte, mas ela sabia que não podia recuar. Giovanni estava sentado em uma cadeira de couro, folheando papéis como se nada no mundo pudesse perturbá-lo. Para ele, ela era apenas uma presença insignificante. Mas hoje, ela não seria ignorada. Hoje, ela queria respostas. — Giovanni — disse ela, sua voz firme, mas com um leve tremor. O pai ergueu os olhos, surpreso ao vê-la ali. Ele não se levantou, nem sequer esboçou um sorriso. Apenas a encarou com aquela frieza que a acompanhava desde que se lembrava. Ambra sentiu a velha ferida se abrir novamente, a dor de ser sempre a filha esquecida, a filha rejeitada. — O que você quer, Ambra? — perguntou ele, em um tom que misturava impaciência e desprezo. — Estou ocupado. Ela engoliu em seco

