Ambra estava se recuperando mais rápido do que todos esperavam. Os cortes em sua cabeça estavam fechando bem, e os hematomas espalhados pelo corpo começavam a desaparecer, mas a tensão e o medo não a deixavam em paz. Durante as noites no hospital, ela acordava com pesadelos, revivendo o momento em que o carro sofreu o impacto, o cheiro de gasolina invadindo seus pulmões, o som abafado das vozes dos homens que a deixaram para morrer. Ela se perguntava incessantemente se o acidente realmente fora apenas uma coincidência ou se havia sido um ataque deliberado, uma tentativa de atingi-la por meio de Vincenzo. A dúvida corroía sua mente. Numa tarde em que Vincenzo estava sentado ao lado dela, vendo-a repousar, Ambra decidiu confrontar o medo que a assombrava. Ela respirou fundo e, apesar da vo

