Tempo

967 Palavras

Ambra estava deitada na cama quando ouviu a porta do quarto abrir lentamente. O cheiro de álcool logo invadiu o ambiente, e ela soube que Vincenzo havia bebido. O som de seus passos vacilantes, esbarrando nos móveis, só confirmava que ele não estava em seu estado normal. O coração dela se apertou no peito, uma mistura de angústia e frustração crescendo a cada segundo. Ela ficou em silêncio, esperando que ele falasse, tentando entender o que se passava em sua mente. Vincenzo chegou até a cama e, com um suspiro pesado, sentou-se na beirada. Ele demorou alguns momentos antes de falar, a voz grave e arrastada pelo álcool, mas cheia de uma honestidade crua que cortou Ambra como uma lâmina. — Eu preciso de um tempo maior, Ambra — disse ele, com um tom que misturava tristeza e incerteza. — Por

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