Passaram-se quatro meses desde que Jacques Rodin entrara em sua vida de forma violenta. Isso ela lembrava por dois motivos: o primeiro deles referia-se aos telefonemas, constantes, que se restringiam a três palavras: “Amanda, ça va?...” E ela desligava o celular, tremendo. A princípio, cogitara contar a Jules sobre a tentativa de aproximação de Jacques. Todavia, apesar de ensaiar inúmeras vezes o início de tal conversa, só de imaginar-se falando novamente sobre o ex-amante de Rochelle e dela própria e encarar a expressão zangada de Jules, desanimava-a ao ponto de preferir correr o risco de sofrer um novo ataque psicótico de Jacques. Na verdade, parecia exagerado supor que ele ainda quisesse feri-la. Morava com Jules, e era importante manter a estabilidade dos dias, deixar-se levar pelas ta

