Capítulo Nove

990 Palavras

O clima de sensualidade tornava o ambiente ainda mais aconchegante. A lenha crepitava na lareira e, vez por outra, emitia ruídos secos. Do lado de fora, no meio das montanhas brancas de neve, por entre os pinheiros e pequenos arbustos, o chalé com sua chaminé expelindo uma trilha de fumaça. Amanda aspirou a fragrância peculiar de Jules, colônia amadeirada misturada ao seu cheiro natural. E não era a primeira vez que a sentia em si. Por diversas vezes, ao ajeitar a sua gravata, a gola da camisa ou ao ajudá-lo a vestir o paletó, impregnara-se do seu cheiro na pele. E o cheiro dele, para ela, ao longo dos anos, fora quase como uma companhia. Entretanto, agora, tinha todo o seu corpo possuído por ele, invadido por sua presença máscula e refém de sua fragrância incomparável. Observava-o vest

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