Quando acordou, já sabia onde estava. Sorriu antes mesmo de abrir os olhos e ajeitou-se debaixo do edredom. Haviam dormido abraçados. Boa parte da noite sentira o peso do braço de Jules sobre sua cintura possessivamente. Virou-se com um sorriso nos lábios e encontrou apenas o travesseiro vazio. Sentou e esfregou os olhos, notando que estava sozinha. As cortinas fechadas impediam a claridade de invadir o ambiente. Talvez ainda fosse madrugada. Afastou o edredom e foi ao banheiro. Lavou o rosto, ajeitou os cabelos arando-os com os dedos e escovou os dentes. Avistou um robe caído no chão, ao lado da cama, pegou-o e o admirou. Era novo, feminino, pequeno e de seda. Realmente, Jules havia pensado em tudo. Vestiu-o e encaminhou-se à escada que levava ao primeiro andar. À medida que descia os

