Cheguei bem cedo no escritório, não queria atrasar nem um segundo. Como não tenho carro, precisei vir de Uber, que por sorte não tive problemas de encontrar um que aceitasse a corrida.
— Senhorita Amabel — uma loira baixinha com salto alto de bico fino preto para na minha frente com um fichário cheio de documentos. — Giovane mandou te entregar, ele está em uma reunião agora, irá demorar para ir a sala dele, então fique a vontade para estudar o caso por lá.
— Bom dia, é... — ela simplesmente jogou o fichário preto sobre meus braços. — Como se chama? Não fomos apresentadas ainda. — tentei ser amigável.
— Beatriz. — ela sorriu e correu para atender o celular que não para de tocar.
Ela apontou para uma sala com paredes de vidro fumê, não dava para ver nada que tinha lá dentro, certamente só dá para ver do lado de dentro para fora. Segui o caminho que Beatriz indicou e entrei na sala de Giovane. Tudo estava muito organizado e nada fora do lugar, ele parece estar bem organizado ou Beatriz deve arrumar tudo por aqui para que ela não se perca nas papeladas fazendo as coisas se atrasarem para seu chefe.
Sentei em uma das poltronas pretas, depois de colocar minha bolsa no armário embutido. Tudo combina por aqui, móveis planejados nas cores de madeira bem escuras, poltronas individuais em couro preto, paredes brancas, estante enorme com vários livros, vasos de plantas em alguns cantos da sala, reconheço apenas um dos vasos Costela de Adão, acho tão perfeito a folhagem e faz jus com o nome.
Ao abrir o fichário sobre o meu colo vi que é sobre um caso de abuso de menor, meu estômago se revirava. Respirei fundo para voltar a ler, a empresa de Giovane não é apenas advocacia para ajudar outras empresas, é dividida por setores e o dele são os criminais, algo que eu desejo trabalhar. Giovane é conhecido como advogado do d***o, sei que é realmente difícil defender o criminoso, principalmente nos casos como esse que está em minhas mãos. Causa-me repulsa, não consigo continuar lendo, não tenho muita experiência com esse tipo de assunto. Seguiria fácil nessa área criminal, mas não para defender
Defender um cara que possivelmente abusou de uma menor faz a bile do meu estômago subir para o meu esôfago, deixando um gosto azedo na boca. Certamente, eu recusaria pegar um caso com esse, mesmo que fosse muito bem paga.
— Está lendo sobre o caso de Sales? — Era Giovane
A porta abriu e logo foi fechada, olhei por cima do meu ombro e vi ele com seu terno alinhado e uma gravata azul marinho.
— É o primeiro caso do gênero real que está estudando?
Fiquei tão concentrada lendo a documentação, que perdi totalmente a noção do tempo. Fora que a reunião de Giovane foi bastante longa.
— Já tivemos um estudo de caso parecido, mas é muita ficção para conseguir debater em aula sobre o assunto. — Respirei fundo tentando não pensar muito no caso de Sales. — Eu gosto da área criminal, mas pegar algo assim de cara me dá uma...
— Repulsa? — Ele ri em ascânio.
— Isso. — Fechei o fichário e olhei para ele se sentar atrás de sua mesa. — Como foi a reunião? — Tentei conduzir para outro assunto.
— Foi tranquilo, era só para acertar umas coisas do financeiro. — Giovane franziu o cenho — Nada demais.
Ficamos em silêncio, ele começou a mexer em seu notebook e eu voltei a olhar para o fichário enorme com os depoimentos, documentos de registros das queixas, exames laboratoriais, relatórios do tribunal. Sales está com seus dias contatos e Giovane precisa conseguir pelo menos algo melhor para seu cliente, já que o mesmo está para ser acusado e preso. Perder o caso já é bem r**m para a empresa, mas perder o caso e não conseguir algo melhor para o seu cliente é pior ainda.
— Amabel, deseja almoçar comigo? — Giovane levantou e caminhou para a porta. — Ou combinou já com alguém?
— É... — fechei o fichário e fiquei pensando no que aconteceu ontem, não sei se devo recusar um almoço, ainda mais que meu estômago estava roncando. — Não combinei com ninguém.
— Então vamos? — Ele abriu a porta e me esperou.
Peguei minha bolsa no armário após deixar o fichário sobre a mesa de centro, peguei o celular da bolsa e olhei para tela e vejo algumas notificações de Pilar desejando boa sorte e dizendo o quanto me ama, sinto um nó formar em minha garganta.
Comecei a andar depressa para fora da sua sala em direção ao elevador, apertei o celular com força sentindo minha mão suar. Toquei no botão para o elevador subir e abrir a porta, vejo que minha amiga finalmente havia respondido dizendo que tem uma festa na casa de um amigo do amigo do cara que ela fica e seria ótimo irmos lá a divertir um pouco. Fiquei animada com a sua resposta, mas meus pensamentos ainda estavam no meu cunhado e na sua proximidade do seu corpo.
O meu corpo clama para ficar a sós com meu cunhado, mas meu coração se aperta ao pensar em minha irmã que sempre fez de tudo por mim. Não sei por quanto tempo irei conseguir me segurar. Quando entrei no elevador, Giovane entrou de supetão parando atrás de mim como da última vez. O elevador pára no andar de baixo para que outras pessoas entre, são quatro e fica mais apertado que da outra vez é o suficiente para meu cunhado ficar novamente roçando seu quadril na minha b***a. Sua mão pegou em minha cintura disfarçadamente e puxou para encostar mais em seu corpo.
Droga! Pensei mordendo o interior da minha bochecha.
Pude sentir seu m****o se enrijecer lentamente entre minhas nádegas por baixo dos tecidos de nossas roupas, minha bucet@ começa a esquentar e piscar com fome de engolir todo aquele p*u.
— Não vejo a hora de te fod3r deliciosamente. — Ele sussurrou tão baixinho perto do meu ouvido para outras pessoas não puderem ouvir, fazendo a minha pele inteira se arrepiar e minha espinha gelar. — Sinta o que você faz comigo.
Empinei minha b***a o máximo que consigo naquele minúsculo elevador sem que alguém perceba, encaixando o comprimento do m****o de Giovane no meio das minhas nádegas. Mordi o meu lábio inferior quando sentia escorrer meu melo até melar a minha calcinha.