Eram quase meia noite quando meu pai me liberou. Fui a passos lentos até a sala comunal. Estou terrivelmente cansada.
–Puro sangue.–Falei a sanha e entrei na comunal. Uma senha muito obvia para meu gosto.
Alcivan estava deitado no sofá lendo um livro, Draco estava andando de um lado para o outro e Pensy estava sentada em uma poltrona.
–Draco, você andando assim me irrita!– Fala Alcivan enquanto folheia o livro.
Me escoro em uma parede, cruzo os braços e observo os três. Não sei porque, mas quero saber o que eles andam fazendo, acho que é apenas por curiosidade.
–Você não está nem um pouco preocupado?– Draco para de andar e olha incrédulo para Alcivan.
–É claro que eu estou. Se não estivesse, estaria em minha cama, dormindo e não aqui.– Alcivan fala sem dar muita importância.
–Não sei pq tanta preocupação, ela só está com o professor Snape. Não é como se ele fosse lançar uma imperdoável nela– O tom de voz de Pansy parecia tedioso.–Ou lançaria?– Agora duvidoso.
Alcivan fechou o livro e sentou no sofá.
–Segundo meu irmão professor Snape estava bem bravo, ele tentou ouvir mas parece que o professor colocou um feitiço na sala.– Potter são sempre xereta.
–Porque você está aqui Pansy?– Draco faz a pergunta que eu mais queria saber.
–O professor Snape falou com o pai dela.– Fala Pansy, reviro os olhos queria ver o Snape falando com meu pai, ia ser irônico. –Segundo Snape ela não pode sair da comunal, só para aulas e refeições, e não poderá receber nem mandar cartas. Então eu vou ficar de olho nela.
–Isso é injusto!– Alcivan fala jogando o livro de lado.
–Foi isso que eu falei.– Falo finalmente chamando a atenção deles.
Como eu percebi que ninguém iria prestar atenção em mim dicidi me manifestar, até pq estavam falando de mim.
–Finalmente você chegou. Como foi?– Draco vem ate mim e pergunta curioso.
–Pelo que eu ouvi vocês sabem de tudo.– Vou andando ate o sofá.
Me sentei ao lado de Alcivan, depois me deitei colocando a cabeça nas pernas do garoto e minhas pernas no braço do sofá
–O pior de tudo é que eu vou ficar mais perto de você– Pansy parecia infeliz com isso, não anto quanto eu.
Draco tinha parado de andar pela sala e agora está sentado ao lado de Alcivan.
Agora que eu percebi que eles estão de pijama.
Alcivan está vestindo uma blusa de manga comprida que fica gigante nele, e uma calça normal.
Draco estava em um pijama confortável, uma blusa de manga comprida e a calsa do pijama, estampa de trigre cai bem nele
Pansy usa um vestido vermelho, um pouco curto de mais, mas como é para dormir tudo bem, ela quer chamar a atenção do Draco e está conseguindo, já que o Sonserino não para de olhar para ela, já Alcivan nem fazia questão de ligar para a presença da garota.
–Acho melhor a gente ir.– Fala Pansy e pela primeira vez eu concordo com ela
–Concordo, pela primeira vez.–Alcivan comenta.
Todos nós levantamos
–Boa noite.– Alcivan deseja a todos.
–Boa noite.– falo cansada.
Alcivan me deu um leve sorriso antes de subir as escadas para o quarto masculino.
–Boa noite.– Fala Draco vindo ate mim.
O platinado me da um beijo na testa, coisa que eu achei desnecessário, mas como ele faz isso todas as noites decidi não contestar mais. E foi pelo mesmo caminho que Alcivan assim que eu respondi o boa noite.
Fui para meu quarto com uma Pansy irritada atrás de mim. Não sei o que ela tem contra mim, mas ela tem algo. Eu não a suporto então apenas finjo que ela não existe.
–O que foi aquilo?–Ela falou assim que entramos no quarto, as outras meninas já estavam dormindo
Eu praticamente ignorei a garota. Coloquei minhas coisas em cima da cama, peguei uma muda de roupas e fui em direção ao banheiro
–Deixe a varinha no quarto, eu não quero arriscar.– Fala Pansy autoritária.
Até parece que eu preciso de um pedaço de madeira para fazer feitiço. Dei um olhar debochado e apontei para o pequeno móvel do lado da minha cama, onde estava minha varinha, pena, tinteiro e um porta retrato
Segui para o banheiro, assim que fechei porta lançei um abaffiato, para ter certeza que Pansy não iria escutar e fofocar para meu pai
–Bler– Chamei minha elfo domestico.
Quase que imediato uma elfo doméstico apareceu no banheiro em minha frente.
Ela usava uma lindo vertidinho verde escuro com um bonito laço verde claro amarado na pequena cintura. Não pude deixar de sorrir, eu que fiz esse vestido para ela.
–Olá minha senhora, estou com tanta saudades.– Percebo que Bler estava se controlando para não me abraçar.
–Também estava sentido saudades Bler, mas quero que você faça algo para mim.– Peço com gentileza.
–Tudo para minha senhora.– Fala ela se curvando exageradamente.
Conjurei um pergaminho e uma pena, tenho que escrever minha situação para meu amigos, vai que eles falem algo importante em uma carta e pai veja? Não quero nem ver a m***a que iria ser.
Oi Fred, como vai marco?
Então, fiz m***a estou de castigo. Todas as cartas endereçadas para mim vão ser confiscadas pelo meu pai, então não escrevam nada de mais em cartas que vai ser enviadas por corujas. Só falem algo sério nas cartas que foram entregadas a Bler.
Não parem de me mandar correio coruja, meu pai irá desconfirar
Por causa do meu ato delinquente, eu ganhei uma Firebolt, e talvez eu não vá passar o Natal com vocês.
E antes que vocês falem "é só bajular seu pai que ele deixa" não é tão fácil assim, então vou dar o meu melhor para está aí no Natal, não quero ficar na escola, e muito menos voltar para aquele lugar em que eu estava antes da escola.
Beijos. T.B.B
Termino a carta, conjuro um envelope e meu selo (em formato de um basilisco) só para os meninos saberem que é minha. Não sei porque, mas sou fascinada por essa criatura, mas não quero ver uma de perto por enquanto. E também o basilisco é o animal que esta no brasão da família Bartholy.
–Bler, entregue essa carta a Fred ou Marcos, e quero que sempre quando um deles chamar para me mandar uma carta é para obdecelos. Tudo bem?– Pregunto, mesmo sabendo que para ela é uma ordem.
–Claro minha senhora. Meu dever e te servir.– Ela pega as cartas e faz uma grande reverencia.
–Já pedi para parar de me chamar de senhora.– Falo, mesmo sabendo que ela não vai parar com esse habito.
–Desculpa senhora.– Sei que agora ela esta se controlando para não se castigar.
Dou um leve sorriso, eu gosto da Bler, ela esteve comigo desde que eu me entendo por gente. Fico de joelhos no chão para ficar mais o menos do tamanho dela. Seguro o rosto dela com ambas as mãos, dou um beijo na testa dela.
–Eu também estava com saudades.– Bler não se controlou, ela me abraçou apertado. Eu retribui o abraço com prazer.
Logo a elfo desaparece e eu tomo meu banho, se eu demorar muito Pansy vai achar que eu morri aqui dentro
Saio do banheiro depois de colocar meu pijama (uma blusa que eu "peguei emprestado" do Fred) e uma calsa moletom, está frio essa época do ano
Vejo Pansy sentada na minha cama olhando a foto em que estava no móvel ao lado de minha cama
–São seus amigos?– A mesma aparece não se importar com minha presença, sento do lado dela em minha cama.
–Sim, esse é o Fred e esse é o Marcos.– Falei apontado para cada um
–Desculpa me intrometer muito, mas porque nessa foto você está ruiva?– Realmente, eu estava ruiva na foto que Pansy olhava
–Antigamente, Marcos pintava meu cabelo de uma cor diferente antes das partidas de quadribol– Era meio um ritual nosso, já que Fred não precisava pintar o cabelo
Não sei como, mas pela primeira vez, eu e Pansy estamos tendo uma conversa civilizada
–Você parece está infeliz, julgando por essa foto, seu sorriso nela é verdadeiro, o único sorriso que eu vi em você foi de deboche ou sarcasmo.
Realmente eu estou bem infeliz, mas tenho meus motivos. E ótimos motivos para não esta feliz
–Tenho meus motivos para está mais infeliz do que feliz.– Não é por causa da mudança de escola, mas vários fatores.
A mesma respirou fundo e colocou o porta retrato de volta no móvel, depois levantou
–Acho melhor irmos dormir.– Falou Pansy.
Concordei com ela, Luk veio para cama comigo, olhei para a foto sobre o móvel, saudades que eu tenho desses dois é muito grande. Lembro de varias coisas que fizemos juntos, principalmente passeios e viagens e não demorou muito para nós dois dormir