Ele me levou para casa em silêncio. Com certeza tão envergonhado quanto eu. Eu achei que fosse ficar por isso mesmo e cada um seguiria um caminho diferente, agora que éramos adultos e pessoas diferentes. Eu esperei ele sair para abrir minha porta, mas como vi que ele pensava muito, sempre olhando para a frente, decidi que talvez não devesse exigir demais dele. Eu fiz menção de que abriria a porta e sairia por mim mesma, mas ele segurou o meu braço. - Espere. Eu o olhei e ele me olhava com um olhar entristecido e eu podia ver uma pontada de esperança em seu tom de voz ao falar. - Será que... você quer jantar comigo? - O que? Hoje? - Hoje, amanhã. Quando você puder. Aquilo com toda certeza me pegou de surpresa. Ele estava me chamando para um encontro? Ele queria v

