- Bom dia, sra. Goldberg. Como está? Eu acordei logo de manhã com a voz estridente de Hermin novamente na entrada de minha casa. Isso já estava meio que comum nas ultimas semanas. De dois em dois dias ela aparecia com algo de comer e batia papo com a minha avó sobre mim e em como eu estava me saindo. Desde nosso desentendimento no dia que Harry morreu, eu nunca mais a procurei. E verdade seja dita, eu nunca mais procurei ninguém. Mas ela era minha melhor amiga. Ela me ligava todos os dias no fim da tarde, mas todas as vezes eu recusava a ligação e ela não tentava novamente. Essa se tornou minha rotina. Sempre esperar por ela, mesmo que sem a ver. Isso de certa forma me tirou do imenso vazio em que eu me encontrava. Sentada na cama ou na escrivaninha, sempre sem nada para fazer

