Simon Duarte A noite caiu de vez, mas o quarto ainda guardava o calor do que a gente viveu. Eu estava deitado ao lado do Noah, com o corpo mole, a cabeça cheia, e o coração batendo num ritmo que não combinava com o silêncio lá fora. O toque dele ainda estava na minha pele. A boca dele nos meus m*****s, a mão entre minhas pernas, o jeito como ele me olhava como se eu fosse tudo. A gente não transou de novo, mas foi quase. E foi intenso. Foi íntimo. Mas agora, com a casa em silêncio e os pais dele lá embaixo, eu sentia o peso do mundo voltando. A tensão no jantar, os olhares, as palavras cortantes. Tudo aquilo ainda ecoava. — Você está acordado? — perguntei, virando o rosto pra ele. — Estou — ele respondeu, sem abrir os oolhos. Ainda está mamando, quieto e tranquilo- Pensando. — No q

