Gutemberg foi até o mercado ainda aéreo e sentiu vontade de gritar que tinha a mulher que amava. Logo ele que sempre foi tão centrado e nunca tinha dito que amava uma mulher, mas Fernanda era a mulher de sua vida e podia admitir aquilo diante de um tribunal da morte. Olhou a lista que Gustavo tinha enviado, pegou os itens e foi colocando no carrinho do mercado. Não olhou marcas, porque era a primeira vez que fazia compras. Pagou e colocou tudo no porta-malas. Mas quando chegou em casa, Gustavo olhou para ele como se tivesse feito algo errado. — Qual o problema? — Eu não disse nada, Gutemberg. Mas se conheciam. Dez minutos depois, Fernanda apareceu, olhou as compras e cruzou os braços. — Trouxe os itens que estavam na lista. — Gutemberg se defendeu. — Mas da marca errada. —Foi a

