Gutemberg acordou sem ter noção de onde estava, olhando para o teto branco, a medicação intravenosa e, de repente, percebeu que não foi um sonho a proximidade com Fernanda e as coisas que sussurrou. Agitado arrancou a medicação e se sentou na cama, mas Gustavo colocou a mão no peito dele. — Suma da minha frente, po.rra. Gustavo deu um soco em Gutemberg que não devolveu, porque imaginou que era consequência das coisas que disse a Fernanda. — O soco é por ter gritado com ela e jogado o prato no chão quando te alimentou. Quando se tornou um idi.ota? Gutemberg não respondeu, fechou os olhos e permaneceu onde estava. Ele se sentia culpado e envergonhado de ter confessado os seus sentimentos, afinal não tinha intenção de fazer aquilo, mas a febre o des.piu das reservas e derrubou as paredes

