63. Bárbara

1111 Palavras

O rugido de Heitor ainda ecoava na sala, um som primitivo de traição e posse fraternal. Enquanto Murilo permanecia paralisado, a culpa e o pânico travando cada músculo do seu corpo, foi a minha voz que quebrou o silêncio pesado, saindo trêmula, mas mais firme do que eu esperava. — Heitor... fala baixo — eu disse, vestindo a blusa do Murilo para me cobrir, minhas mãos tremendo. — O Joãozinho tá dormindo. Você vai acordar ele. Minhas palavras pareceram atingi-lo como um choque físico. Seus olhos, cheios de fúria, piscaram para mim, como se ele tivesse tentando entender quem era o Joãozinho. A raiva dele vacilou por uma fração de segundo, substituída por uma confusão ainda mais profunda. — Joãozinho? — repetiu, a voz ainda áspera, mas mais baixa. Foi a deixa que Murilo precisava para enco

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