94. Bárbara

1177 Palavras

Depois do jantar, João já piscava devagar, com aquele jeito de criança que luta contra o sono até o último minuto. Murilo o segurava no colo, balançando levemente, enquanto eu arrumava a mesa. Quando tentei pegá-lo de volta, ele segurou com força a camisa do pai. — Não... Eu quero dormir com vocês. Murilo e eu trocamos um olhar. Um olhar que dizia tudo: deixa, ele precisa, nós precisamos. Murilo ajeitou João no colo, passando a mão pelas suas costas, e perguntou com voz baixa: — Quer dormir na nossa cama hoje, filhote? João apenas balançou a cabeça afirmativamente, sem abrir os olhos. Subimos juntos, devagar, como se carregássemos um mundo frágil e precioso. A cada degrau, a respiração de João ficava mais profunda e mansa. Seu rostinho descansado no ombro de Murilo, os dedos agarrados

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