Foi nesse instante que Julietta entrou correndo. Caiu de joelhos entre os dois. — Senhor Vasconcellos… sua mão. Está sangrando. É profundo o corte? Pode me mostrar? — sua voz era baixa, suave, uma tentativa desesperada de desviá-lo, esperando que ao estender a mão, ela pudesse pegar a arma. Por um momento, ele pareceu ceder. Movimentou a mão… mas recuou no último segundo. — Fique fora disso. — sua voz foi seca, cortante. — Está bem… está bem, senhor Vasconcellos. Todos observavam com os nervos em frangalhos. Julietta respirou fundo e tirou algo de sua bolsa. — Trouxe algo para você. Muito especial. Precioso. Inestimável. Ele a fitou com curiosidade. — Uma troca justa? — ela estendeu as mãos, pedindo a arma em troca do presente. Ele lançou um olhar rápido para Vanessa e, relutante,

