De repente, um estrondo no andar de cima cortou a conversa. Os três correram e, ao entrar no quarto, viram a cena: Heitor agarrava a enfermeira pelo pescoço, gritando em delírio: — Está tentando me envenenar?! O quarto estava em caos, o soro arrancado, cabos espalhados. O médico e dois assistentes tentavam contê-lo, mas ele parecia ter forças desumanas. — Heitor! — gritou Ribeiro. — Por favor, acalme-se! Estamos aqui. Ninguém vai lhe fazer m*l. Como se sua voz tivesse atravessado a confusão, Heitor soltou a enfermeira e, ofegante, recobrou parte da consciência. Julietta, com passos lentos, aproximou-se. — Vamos até o sofá, senhor Vasconcellos? — disse, suave. Tomou-lhe a mão e o guiou, enquanto Bernardo trazia dois copos de suco. Ela o fez sentar, acariciou-lhe a mão e desenhou círc

