Ela não disse nada. Apenas sacudiu a cabeça, nervosa. — Está desesperada por um beijo, é isso? — Ele segurou-lhe o rosto com firmeza. Julietta estremeceu, pronta para se render. Mas Heitor riu, soltando-a. — Eu não beijo… sem você pedir. Você mesma sempre disse que sou um cavalheiro. Pois vou provar que é verdade. O coração de Julietta despencou. A emoção virou frustração. Ele pegou a toalha e foi para o banho, divertido. — Por que esse ar sério? — provocou. — Nada… boa noite, senhor Vasconcellos. — ela respondeu, carregando o “senhor” como um dardo. Ele gargalhou. — Você é deliciosa quando fica brava! Julietta, sozinha, remoía a raiva misturada à excitação. A noite foi um tormento. Se revirou na cama, sonhou, corou, acordou suada. Sonhos molhados com um rosto que não queria admit

