Bernardo também sabia que, se Julietta tivesse aparecido na porta do salão naquela noite sem dizer uma palavra, Heitor teria permitido sua entrada. O vínculo entre eles era inegável. Enquanto todos os outros ofereciam a Heitor suporte prático, Julietta lhe oferecia algo mais raro: paz. Ela se preocupava não apenas com sua imagem ou negócios, mas com o homem por trás de tudo aquilo — o menino ferido que ninguém mais via. Foram gestos simples — o retrato da mãe, o vídeo dos pais —, mas carregados de um poder que ninguém antes ousara tocar: o de curar. E Bernardo, que vira muitos protegerem Heitor por interesse, sabia reconhecer quando alguém o fazia por amor. Na manhã seguinte, o senhor Ribeiro abriu o e-mail e quase deixou a xícara cair da mão. A linha de assunto o deixou sem ar: “Cart

