Na penumbra matinal, quando os primeiros raios de sol teimavam em iluminar o aposento através das cortinas entreabertas, mãe e filha compartilhavam um momento que parecia congelar o tempo. Sandrine, com mãos hábeis que tremiam imperceptivelmente, traçava os contornos do rosto de Adrienne, como se estivesse esculpindo uma obra de arte delicada e efêmera. Cada pincelada era um suspiro de amor, uma tentativa desesperada de conter o inexorável avanço do tempo, que teimava em deixar marcas indeléveis sobre o rosto daquela que um dia fora sua menina e agora se transformava em uma mulher radiante. Enquanto Sandrine selecionava com cuidado um vestido para Adrienne, as peças se acumulavam sobre a cama como vestígios de uma vida cheia de momentos e emoções. Cada tecido era uma lembrança, uma histór

