Sai atrás de Christian, precisava conversa com ele e implorar para ele não ir até Geórgia comigo.
- Christian temos que conversa. - entrei no escritório sem bater e ele estava lá com os três mosqueteiros.
- Ana se é sobre a viagem a Geórgia esqueça.
- Não vou esquecer, eu preciso que você me deixe ir sozinha.
- Não. - curto e direto esse era o Christian que todos falavam e eu estava o conhecendo de novo.
- Christian você não é meu dono. - ele levantou e se aproximou de mim, fico milímetros de distância de mim.
- Sou seu marido e nesse momento Ana você não está em condições de escolher.
- Claro que eu tenho, Christian, eu preciso ir sozinha será que você não entende.
- Anastásia eu já decidi e vou com você, pode chorar, gritar, berrar, até em me bater, mais não vou mudar de opinião.
- Então tudo bem, eu não vou mais, se for pra ir e ficar com você, eu fico por aqui mesmo. - sai e bati a porta, pude ouvir ele reclamar, dei de ombros e fui para o jardim, Ted estava tomando o sol da manhã com o Phoebe e a enfermeira. Cheguei perto deles e sentei. Naquele momento eu estava com muita raiva de Christian, eu queria sufoca lo, será que ele não entedia que eu só precisava de um tempo longe dele? Eu precisa ficar longe daquilo tudo, pra vê e pensar se eu queria mesmo aquilo de tudo antes.
- Será que você pode me deixar sozinho com minha esposa? - a enfermeira saiu com os meninos, ele se ajoelhou na minha frente, tirou do bolso uma caixinha e me deu.
- O que é isso?
- Isso é só uma prova do quanto estávamos bem, do quanto você era e é importante para mim.
- Não entendo.
- Só abre e vê Ana. Isso me faz lembrar de uma época feliz.- ele saiu e me deixou com a caixinha na mão, respirei fundo e abri, dentro havia um chaveiro escrito sim. O que isso queria dizer? Prova do quanto estávamos bem, bem do que? Christian realmente era uma caixinha de surpresa.
Fiquei com aquele chaveiro, pensando no que Christian queria dizer com aquilo.