Joel A madrugada vem fria e sem barulho de promessa. Dia quatorze. No meu caderno sem capa eu escrevo o que não podem me tomar: “Fim da suspensão: restabelecimento de visitas conforme quadro oficial. Solicito confirmação de horário, agente responsável e preservação de câmeras do corredor e do parlatório.” Assino, data e hora. Entrego à assistente social antes do primeiro apito. — Vai bater na direção e na Defensoria — ela garante, guardando o papel como quem guarda faca. Respiro em oito, alinho a coluna. O ferro quer me ver com pressa; eu devolvo método. Do lado de fora, imagino a laje ainda úmida, o varal do seu Aderbal com três camisas azuis e um vestido indeciso, o manjericão teimoso. Eu volto, repito por dentro, e o corpo aceita. No pátio, o D-3 mastiga ansiedade. Magrão marca pass

