Capítulo 19 O vento do desfiladeiro uivava, carregando o cheiro de ozônio e enxofre. Azael mantinha-se imóvel, uma muralha de obsidiana e fúria diante de Elena. Suas asas negras projetavam uma sombra protetora sobre ela, isolando-a do frio e do perigo imediato, enquanto seus olhos de ouro líquido cravaram no Marquês Valerius com uma promessa de morte indescritível. Valerius, que há poucos segundos exibia o sorriso vitorioso de um usurpador, recuou um passo cambaleante. A audácia de seu plano empalideceu diante da presença avassaladora do seu senhor. — Meu... Meu Lorde — gaguejou o marquês, tentando recuperar a compostura e ajeitando a capa com os dedos trêmulos. — O senhor veio... veio testemunhar a captura da traidora. Como pode ver, nós a interceptamos com os mapas das defesa

