Marcelly Coloquei a mão no peito tentando respirar, mas parecia que o ar simplesmente tinha desaparecido. Meu corpo tremia, e as lágrimas desciam sem parar, como se quisessem afogar meu rosto. Eu queria gritar, implorar por socorro, mas nem isso eu conseguia fazer. Era como se minha alma tivesse travado junto com meus pulmões. Meus joelhos bateram com força no chão gelado, e mesmo com a dor física, eu nem reagi. Estiquei a mão com os dedos trêmulos, afastando os fios de cabelo grudados no rosto dela... e ali estava. Minha mãe. Ainda com vida, mas por um fio. – QUAL FOI, c*****o? CHAMA O TUBARÃO, p***a! – Uma voz gritou ao fundo, desesperada. Mas tudo pra mim era ruído. A única coisa que eu via era ela. Minha mãe. Minha rainha. A mulher que me criou, me defendeu do mundo. Agora ali... c

