Um tempo depois... Julia narrando. O terceiro mês chega silencioso, quase traiçoeiro. Não vem com alarde, não traz mudanças visíveis como os primeiros dias, mas carrega rituais que assustam mais do que deveriam. Vacina é uma dessas palavras que parecem pequenas demais para o peso que têm. Henella está no meu colo enquanto aguardamos na sala branca demais do posto. O ar condicionado sopra frio, e eu tento cobrir melhor as perninhas dela com a manta azul clara. Alec anda de um lado para o outro, inquieto, como se estivesse prestes a entrar em uma prova que não estudou. — Amor… — chamo baixo. — Vai dar tudo certo. — Eu sei — ele responde rápido demais. — Eu sei. Mas não sabe. Ou melhor, sabe racionalmente, mas o coração não acompanha. A enfermeira chama nosso nome com um sorriso profi

